Paixão nacional
Em diferentes circunstâncias de sua já centenária história, a orizicultura brasileira passou por momentos em que se fez urgente a mobilização em favor da retomada e da reposição de ânimo no setor produtivo. As instabilidades quase sempre estiveram relacionadas à perspectiva de rentabilidade, limitada pelos preços praticados no comércio e de sua relação com as despesas para manutenção da lavoura. Em outros momentos, foi o grau de endividamento do setor – e o peso dessa dívida sobre a continuidade do negócio – que esteve na pauta do dia.
Mas talvez em nenhuma ocasião tenha sido tão nítida a necessidade de um esforço conjunto para proporcionar o crescimento e a consolidação definitiva do segmento. Com sua atividade ameaçada pelo aumento dos custos e pela queda na cotação do arroz, produtores e industriais têm vivido na insegurança e na incerteza. Essa realidade pode ser testemunhada tanto nas plantações que adotam irrigação, concentradas em sua grande maioria no Sul do País, quanto nas lavouras de terras altas, ou de sequeiro, predominantes no cerrado, e igualmente frustradas em suas perspectivas de rentabilidade diante do baixo preço do cereal.
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